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VII Conferência Latino Americana

de Software Livre

de 10 a 12 de novembro de 2010 - Foz do Iguaçu | PR | Brasil

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Crônicas da Latinoware 2010 - Parte 5

Por Cesar Brod

Cada vez mais fala-se em negócios na Latinoware. Na edição de 2010 privilegiamos a apresentação de vários modelos de negócios de toda a América Latina, em sessões que ocuparam boa parte do auditório principal nos dois primeiros dias do evento e culminaram com uma mesa redonda, coordenada pelo Moacyr Gomes do Gartner Latin America. Nossa meta era provar a todos a maturidade do software livre na geração de emprego e renda, mostrando casos reais cujas ideias pudessem ser replicadas. Mais do que isto, queríamos que os empresários que trouxemos para a Latinoware trocassem ideias entre si, criassem parcerias, fomentassem novos negócios. Nossa expectativa é a de que, em 2011, estas parcerias sejam temas de novas palestras e novos exemplos a serem seguidos.

Os modelos de negócios incluíam empresas tradicionais, cooperativas, comercialização de serviços e produtos em variadas formas de licenças. Corinto Meffe, Gerente de Inovações tecnológicas da Secretaria de Logística e TI do Ministério do Planejamento, defendeu a nova economia de bens intangíveis, onde a colaboração virá antes da competição. Ele explica bem isto em seu artigo para a Webinsider. O mesmo discurso de Corinto, proferido em outros eventos de tecnologia, poderia até causar alguma estranheza. Dentro do evento de negócios, que também é a Latinoware, ele ilustra essa nova economia já vigente.

Crônicas da Latinoware 2010 - Parte 4

Por Cesar Brod

O tema "redes sociais" já é suficientemente interessante, mas o filme "A Rede Social", de David Fincher, aumentou ainda mais o interesse das pessoas comuns por esse fenômeno. Eduardo Santos, do Ministério do Planejamento, abordou muito bem as redes sociais corporativas com o uso do software OpenACS. Nosso keynote Geoffroy Simon, da empresa belga Getyoo falou sobre conexões que permeiam o real e o virtual, cliques físicos que levam uma pessoa à rede social da outra e a carga de informações em páginas pessoais e privadas que, no mínimo, geram uma economia absurda de recursos naturais.

Eu conheci o Geoffroy na Cebit, na Alemanha, em março deste ano. Ele puxou papo comigo porque viu que eu estava tuitando sobre o evento enquanto, tanto eu quanto ele, esperávamos pelas nossas próximas reuniões em um espaço chamado Future Match. Eu achei que aquilo que a Getyoo estava fazendo não apenas casava plenamente com os assuntos técnicos que vínhamos desenvolvendo para a Latinoware, mas traziam também um viés de respeito ao meio ambiente que queríamos abordar no evento. A dinâmica da Getyoo é tão envolvente que, logo após a Latinoware, a BrodTec e a empresa firmaram uma parceria para o estabelecimento de ações no Brasil, com sede do empreendimento no Parque Tecnológico Itaipu.

Crônicas da Latinoware 2010 - Parte 3

Por Cesar Brod

Um bom projeto é aquele que conta uma boa história. Gerenciar um projeto destes envolve escrever um roteiro, um script para esta história. Há um programa bem legal, chamado Celtx, que serve para, a partir de um roteiro, gerenciar todos os recursos de uma produção. Assim, se chover em um determinado dia no qual foi programada uma filmagem externa, o produtor saberá quais os atores e equipe de apoio devem ser contatados para um eventual reagendamento, otimizando os recursos.

O roteiro da Latinoware partiu de uma série de "tags" sobre as quais já falei na primeira crônica. Estas tags constituíam o argumento inicial, as coisas sobre as quais nossa história deveria se desenvolver. A partir dela, elencamos nossos atores principais, os palestrantes "keynotes", e trabalhamos junto à coordenação de cada comunidade quais os temas que gostaríamos de ver abordados. Claro que nosso argumento era flexível e sujeito a boas ideias, mas ainda assim é necessária certa rigidez para que o evento não vire uma salada de frutas onde ninguém sabe para onde ir ou o que assistir.

Crônicas da Latinoware 2010 - Parte 2

Por Cesar Brod

Uma coisa que aprendi ao longo do meu trabalho com gestão de projetos é que a boa compreensão do trabalho - a ser feito ou já realizado - tem tudo a ver com uma história bem contada. Para minha grata surpresa, já com esta segunda crônica engatilhada, comprei a versão 981 da revista Exame para ler no trajeto entre Porto Alegre e Foz do Iguaçu. Além de uma excelente matéria sobre o Facebook, com direito a uma entrevista com o seu criador, Mark Zuckerberg, a revista ainda traz o artigo de Lucas Amorim, "Quanto vale uma boa história", cuja leitura recomendo.

Terminei minha crônica anterior com o vídeo "Um sonho de liberdade", construído apenas com softwares livres pelo Cícero Moraes. A Latinoware é um evento de caráter bastante técnico, mas que aborda assuntos que interessam também àquelas pessoas que têm no computador um aparelho para a comunicação, o lazer, a produção intelectual, artística e cultural. Buscamos criar um evento atrativo para todos e, para isso, tínhamos que construir uma boa história.

Crônicas da Latinoware 2010 - Parte 1

Por Cesar Brod

Mais uma vez, durante a Latinoware, perguntaram a mim e à Joice se a BrodTec é uma empresa de organização de eventos. Polidamente respondemos que não, explicamos que nossa empresa trabalha com gestão de projetos de desenvolvimento e consultoria tecnológica, especialmente no que diz respeito à adoção de tecnologias livres, mas que a Latinoware é um evento que faz parte da nossa história e participamos da coordenação de seu programa em função do carinho que temos por ela.

Mas pensando bem, a organização de um evento é um trabalho de gestão de projeto e, no caso da Latinoware, tem absolutamente tudo a ver com a adoção de tecnologias livres.

A história da BrodTec com a Latinoware começou em 2003, em outro evento no qual fui coordenador de temário, o Primeiro Congresso Internacional Software Livre Brasil, realizado pela Celepar em Curitiba, no Paraná. Lá, conheci o Marcos Siríaco e o Paulo Roberto Falcão, da Itaipu Binacional, o Julian Fagotti, da Celepar, e mais uma série de outras pessoas que pensavam em organizar um grande evento latinoamericano de software livre. Eu estava participando de um trabalho de pesquisa que fazia para o ministério de apoio ao desenvolvimento da Finlândia, levantando o que existia de projetos em software livre na América Latina. Por isso eu tinha muitos contatos com as próprias pessoas que faziam parte da minha pesquisa ou me auxiliavam com ela. Boa parte destas pessoas tornaram-se palestrantes da primeira Latinoware, em 2004.

Certificados da Latinoware 2010 estão disponíveis para download

Os certificados da VII Conferência Latino-Americana de Software Livre – Latinoware 2010 já estão disponíveis para os participantes no site do evento.

Para baixar o certificado, é necessário acessar o Lapsi (lapsi.latinoware.org) e informar o nome de usuário e senha. Depois, basta clicar em “Certificado” e, então, em “Baixar Certificado”.

Já os certificados dos minicursos foram entregues aos participantes durante a Latinoware. Quem não retirou o certificado deve enviar uma solicitação para o e-mail: secretaria@latinoware.org, informando o nome completo, número da inscrição e nome do minicurso.

Latinoware 2011 já tem data marcada: de 19 a 21 de outubro, no PTI

A 7ª Conferência Latino-Americana de Software Livre – Latinoware 2010, realizada entre os dias 10 e 12 de novembro, no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), confirmou que o software livre é um modelo de negócio que funciona e que contribui fortemente para a inclusão digital e para a integração tecnológica da América Latina. O evento reuniu 3.125 participantes, de 20 países, e contou com 160 palestras e 20 minicursos.

Promovida pela Itaipu Binacional, Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Companhia de Informática do Paraná (Celepar) e Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a Latinoware 2010 se consagrou como um importante momento de discussão de estratégias para ampliar o conhecimento e disseminar a filosofia do software livre. “Nesses sete anos, a conferência contribuiu para a universalização dessa ferramenta extraordinária”, afirmou o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek.

Na avaliação dos organizadores do evento, a Latinoware 2010 foi um sucesso. “A cada ano vejo as pessoas saindo mais felizes do evento. Com certeza, a Latinoware 2011 será ainda melhor”, ressaltou Júlio Neves, representante do SERPRO. Para Silvio Mendes, representante do PTI, “a Latinoware cresce e se consolida a cada ano. Está no DNA do PTI utilizar e disseminar o Software Livre”. Já Marcos Siriaco, representante da Itaipu, afirmou que o evento foi fantástico. “Queremos que vocês voltem e, por isso, é um compromisso nosso fazer a Latinoware 2011 ainda melhor”.

E a Latinoware 2011 já tem data marcada. A oitava edição do evento será realizada entre os dias 19 e 21 de outubro, novamente no Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

IWEEE 2010: Software livre como instrumento para salvar vidas

A Latinoware 2010 sediou, pela primeira vez, o IWEEE – Internacional Workshop on e-Health in Emerging Economies (Workshop Internacional sobre e-Saúde em economias emergentes), com a participação de especialistas e representantes dos governos do Brasil, Paraguai, Argentina, Chile, Nigéria e Espanha.

Durante todo o dia, das 10 às 16h, no Espaço Brasil, os palestrantes convidados exibiram ao público presente cases de sucesso e perspectivas sobre os projetos desenvolvidos na área de saúde em seus países de origem. Todos os programas apresentados são softwares livres voltados, exclusivamente, para a área de medicina.

“A gente percebeu que países que ainda estão em desenvolvimento já se utilizam de excelentes ferramentas que conciliam tecnologia com saúde, com o objetivo de salvar vidas e contribuir com o trabalho de médicos e da administração hospitalar. E, como são softwares livres, é gratificante saber que podem ser compartilhados e integrados por outros países. É muito edificante ter a oportunidade de trabalhar com algo que diretamente está salvando vidas”, destacou Tatiana Al-Chueyr, criadora do InVesalius, um software aberto que visa auxiliar o diagnóstico e o planejamento cirúrgico e está disponível para download no Portal do Software Público Brasileiro.

Programa de capacitação do Governo Federal é apresentado na Latinoware

Uma iniciativa do Governo Federal, por intermédio do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), da Casa Civil, desenvolve o aprendizado de sistemas de softwares abertos para interessados em conhecer a plataforma. Durante a palestra no Latinoware 2010, o assessor do Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento (CDTC), Djalma Valois, explicou como funciona o programa, criado em 2004.

Os cursos - à distância, em parceria com universidades - podem ser feito como forma de aprimoramento profissional, atendendo empresas públicas ou pessoas físicas. “O programa estimula o conhecimento a ser aplicado tanto na qualificação profissional, quanto no uso com as comunidades”, exemplifica Valois. Ao todo, o projeto se estende a 2.600 cidades. O Paraná é o estado com mais alunos matriculados, com treze mil pessoas.

Cursos – O programa oferece 78 cursos, com duração de uma a nove semanas, de acordo com a formação pretendida. As formações são divididas em Básico, com introdução à microinformática, Técnico, Programador, Administradores de Redes Livres e Agente de Registro. No endereço http://cursos.cdtc.org.br estão disponíveis a relação do conteúdo das aulas e agendamento das turmas, além de informações de como participar.

PTI tem cerca de 90% da infraestrutura de TI baseada em software livre

O Parque Tecnológico Itaipu (PTI) dá exemplo quando o assunto é software livre. Desde que foi inaugurado, em 2003, o Parque tem suas atividades na área de informática baseadas na utilização do software livre. Hoje, nas estações de trabalho, 90% utilizam Linux e BrOficce e 91% dos servidores corporativos utilizando software livre tanto para trabalhos diários como para projetos.

A infraestrutura do PTI é baseada em software livre. “Só quando é comprovadamente impossível a utilização do software livre que utilizamos o software proprietário”, destaca o gerente de TI, Silvio Mendes. De acordo com Mendes, entre as vantagens do software livre estão a oportunidade de negócios, a economia e a independência.

A Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) é uma das signatárias do Protocolo Brasília, documento elaborado para firmar compromisso entre organizações para utilização do Open Document Format - Formato Aberto de Documentos (ODF) como padrão para o armazenamento de documentos internos e para a troca de documentos com as demais organizações signatárias do protocolo.

Exemplos da utilização do software livre no Parque não faltam. No Centro Internacional de Hidroinformática (CIH) toda a plataforma de geoprocessamento é feita em software livre. Assim como no Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação (ITAI), que desenvolve sistemas em tempo real de automação baseados em software livre. Além disso, empresas incubadas são especializadas nas melhorias de sistemas em código aberto.

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